Resumo do texto Hackeando o Patriarcado

Boix inicia seu texto falando da ampliação das possibilidades de coordenação de estratégias e denúncias feministas com o advento das (já não tão) novas tecnologias da informação e da comunicação. Ela cita alguns nomes percussores do ciberfeminismo, como Haraway com seu manifesto ciborgue, as artistas da VNS Matrix na Austrália e os ensaios pioneiros da britânica Sadie Plant, e afirma que embora na Espanha não se tenham apresentado trabalhos tão pioneiros, a organização posterior de redes de denúncias contra a violência de gênero e os trabalhos acadêmicos de nomes como Ana Martínez Collado e Ana Navarrete.
Ela fala então que a campanha realizada a partir de 1994 para denunciar a discriminação da população dos Chiapas, no México, constitui marco no ciberativismo, e fala na Marcha Mundial das Mulheres, que se consolida como agregador de diversos grupos. Menciona a denúncia contra a violência como nexo organizador de diversos grupos de diferentes tradições e origens.
Começa a citar diversas denúncias empreendidas por diferentes grupos contra a violência de gênero e mostrar o nexo de uma narração virtual múltipla para a visibilidade dos movimentos sociais. Se detém um pouco sobre a VNS Matrix, cujo objetivo era o de crackear a indústria pornô, quebrar-lhe as lógicas, subverter-lhe os códigos. Fala também da Parthenia, monumento global às vítimas de violência doméstica, publicando as histórias privadas de sofrimento das mulheres vítimas deste tipo de agressão e das hackers do antichildporn.org. Tudo isso para demonstrar a necessidade de ocupação do ciberespaço pelos movimentos sociais, com enfoque no movimento feminista.
Ela parte então para uma história particular do movimento ciberfeminista no estado espanhol, e então a seguir finaliza o texto com histórias de hacktivismo, como a da inversão das vozes de Barbies e GI Joes, bonecos, pelo grupo hacktivista Barbie Liberation Organization.
O fundamental deste artigo não é distinguir termos e conceitos, e sim deter-se nos exemplos de mediativismo, ciberativismo, hacktivismo etc. O que a autora faz é dar exemplos de grupos que hackearam o patriarcado, e convencer leitores e leitoras da importância de fazê-lo. Entrecortado por depoimentos, trechos de manifestos e povoado de hiperlinks, o artigo de Boix tem pretensões muito mais de mobilização social do que de discussão conceitual, mostrando a potencialização pelo ciberativismo da implosão de barreiras entre teoria e prática, já postulada pelos feminismos tradicionais.


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